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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

JOKER


Cat2007

21.10.19

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Um tipo foi despedido de ser palhaço, que era o seu trabalho, e, profundamente deprimido, ainda com a roupa de palhaço, foi apanhar o metro. Assim, na altura em que abateu a tiro três outros tipos lá dentro, estava malvestido de palhaço. Antes, estes tipos, que andavam bem vestidos de gente normal para melhor que a maioria, agrediram-no brutalmente a soco e a pontapé porque estava com um comportamento estranho, incomum: ria-se. E apesar de ser evidente que ele não se ria deles, eles bateram-lhe muitíssimo. E foi então que ele disparou e desatou a matar estes agressores gratuitos. Tenho de confessar que esta cena do filme fez operar em mim uma espécie de catarse, tendo sentido, por isso, alegria, malgrado sinta vergonha por isso.

 

O Arthur é um doente mental. Mas, com todo o respeito por quem não concorda, não me parece que seja esse o ponto do filme. O ponto do filme pode ser descoberto em  dois discursos que ele faz. Um sobre a solidão e a infelicidade e outro sobre a indiferença, a frieza e a maldade. E nenhum destes discursos está turvado por ele ser doente mental. São, antes pelo contrário, expressões enfáticas de crua lucidez que dão alívio.

 

Valeu muito a pena ver este filme “deprimente, violento e, em termos gerais, pesado”, bem como ouvir o Sinatra. That’s life.

 

O SENTIDO DA VIDA


Cat2007

18.10.19

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É como se eu fosse de um material maleável e me moldasse e a forma com que ficasse determinasse o modo como passei a mover-me hoje. Claro que isto é assim com toda a gente. De qualquer maneira, muitas vezes digo,  principalmente para mim mesma, que houve vivências que eram bem escusadas. Por, de algum modo somente aparente, terem sido inúteis e apenas más embora saiba bem que não podia ser assim. É que, senão, já não gostava de mim da maneira como gosto agora. Que é diferente de outras de determinados passados. Mas, enfim, uma pessoa tem de mudar, sendo certo que, em algumas circunstâncias, poderá ter, e tem, que mudar a mal. Embora tal também se passe a bem. Seja como for, a mudança pessoal, interior, é o que dá o sentido à vida, uma vez que nos mantém em movimento. Ou seja, a viver, uma vez que o sentido da vida é viver.

SAUDADE


Cat2007

15.10.19

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Sinto o meu passado em mim. As vezes que fui ao parque infantil com o meu pai e comi um “super maxi”. As vezes em que fui beijada por uma roda de mulheres adultas que a minha mãe escolheu. Hoje eles já foram. Tenho saudade. De um e de outro. De cada um de um modo diferente. Igual ao modo de ser que cada um tinha. Em comum sinto-lhes a falta da voz e do respirar sossegado. As palavras penetram-me ainda os ouvidos. Quer de um quer de outro. O sentido das palavras. Orientações que eu sei sobre os caminhos que percorro quase diariamente. Como disse, tenho saudade. E não há meio de contornar a saudade porque, de vez em quando, faz frio.

 

NECESSIDADE DE AFIRMAÇÃO


Cat2007

10.10.19

 

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A necessidade de afirmação está intimamente ligada a sentimentos de inferioridade. Por exemplo, quando somos pequenos temos muita necessidade de afirmação junto dos crescidos porque bem sabemos que lhes somos inferiores em função de sermos mais baixos e inábeis para fazer, por nós próprios, uma série de coisas consideradas importantes.

 

A SOLIDÃO DAS PESSOAS EM GERAL


Cat2007

04.10.19

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Mesmo que não se sintam, porque não sentem verdadeiro afeto, as pessoas em geral, pelo menos aquelas com quem me vou cruzando, gostam de mostrar-se integradas. E, para tanto, andam no meio dos outros, acompanhando e fazendo-se acompanhar.

 

Assim, quando uma pessoa anda mais sozinha que acompanhada, as pessoas em geral acreditam que têm um bocado de pena dela. É como se o desacompanhado fosse um proscrito em virtude de atos ou omissões graves que, imagina-se, foram por si previamente praticados.

 

Enfim, por esta e outras razões, verifica-se que existe uma certa mania da superioridade nas pessoas que pertencem a um grupo perante um individuo que se lhes apresente individualizado.

 

Sucede, porém, que estar sozinho em diversas circunstâncias é, muitas vezes, uma forma de não experienciar a solidão que sentem as pessoas em geral.

 

VIAGENS


Cat2007

23.09.19

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Há muito tempo que ando a informar a quem interessa que padeço de claustrofobia. De modo que toda a gente sabe que, a menos que seja inevitável,  não vou de elevador, não apanho o metro, não atravesso túneis compridos e não ando em aviões pequenos. Assim sendo, passo a vida a maçar as pessoas, obrigando-as a subir escadas ou a esperar por mim, a andar de carro na Avenida da Liberdade, a enfrentar os semáforos e outros empecilhos da superfície e a fazer escalas em vários aeroportos.

 

Sucede que fui mesmo agora para Florença em voo direto num avião que dava para mais de cem pessoas. Não era, pois, um avião pequeno. Mas, afinal, era um avião pequeno por ser do tipo peixe-espada. Quer dizer, por ser comprido, mas demasiado estreito - ou seja, muita gente em espaço reduzido. Acresce que, logo em seguida, fui para Veneza por terra. Ou melhor, por baixo da terra. Na verdade, fui apanhada num túnel de 18 km.

 

Portanto, em poucos dias, vivi o paraíso dos meus piores pesadelos. E eu que, em fantasia,  suspeitava de que, em circunstâncias como estas, haveria de me faltar o ar, que o corpo tremeria, que o cérebro passaria ao estado líquido e que o coração bateria demasiado depressa até parar - e depois eu morreria ou ficaria atrasada mental -, eu… bem, eu não senti nada. Medo de nada! E agora estou sem saber o que pensar. 

 

TALENTO


Cat2007

10.09.19

 

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Como sabemos, o António Variações  fazia músicas e criava e dizia letras. Gostei de ir ao cinema aprender como fazia ele aquilo. O processo criativo. Pois bem, quase em todos os momentos em que se apanhava livre, o homem começava a cantar coisas, as coisas que depois viemos a conhecer, para um microfone ligado a um pequeno gravador de cassetes. Portanto, é verdade que apenas as pessoas que não têm verdadeiramente talento, e gostavam de ter, é que se costumam queixar de falta de instrução/formação e de outros meios.

 

No mais, o Sérgio Praia vai soberbo.

 

ESTÓRIAS


Cat2007

09.09.19

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Cada pessoa é física e emocionalmente o produto de uma estória. A da sua vida até ao preciso momento em que se encontra no presente. Acontecimentos. Experiências. Construções. E o individuo tem de se concentrar em continuar a fazer, a agir, a pensar agora. Para acrescentar mais qualquer coisa a essa estória. Nestes termos, não compreendo quando, por vezes, me dizem para “esquecer o passado”. Como assim? Não creio que seja recomendável que uma pessoa se esqueça de quem é. Para o bem e para o mal.

 

PENSAR


Cat2007

09.08.19

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PENSAR é sair para sintetizar a realidade (que é, como sabemos, complexa), a qual nos invade através dos cinco sentidos. Trata-se de um processo de reequilíbrio permanente entre o ser e o (resto do) mundo, portanto. Uma vez cumprido este desiderato (reequilibrarmo-nos), é fundamental regressar. Porque faz mal pensar demais. E demais situa-se para lá do que é possível construir com jeito e que tem a necessária utilidade para nós perante a vida.

 

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