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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

DAR E NÃO RECEBER OU AS ÁREAS DE SERVIÇOS


Cat2007

02.04.18

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Sou uma pessoa disponível. Costumo emprestar o ouvido muitas vezes. De outras vezes, mais do que isso, sou capaz de me prestar a alterar algumas rotinas (preciosas) da minha vida de acordo com necessidades alheias.

 

Tenho um âmbito alargado de disponibilidades. É por ser tão alargado que as pessoas que se julgam usuárias de mim pensam que não existem fronteiras ou limites.

 

Entendo a vida como uma experiência partilhada. Em que, precisamente, partilhamos. Damos e recebemos. Os meus limites estão na incapacidade que o outro tem de dar. Na verdade, as pessoas com quem me dou têm que me dar porque é assim que as coisas funcionam de uma maneira saudável. Pode não ser mais do que eu lhes concedo mas tem de ser o que eu preciso.

 

Sucede que, na maior parte dos casos, as pessoas só se expressam em generosidade quando lhes fazem sentir que de outra forma não dá para dar. Ou seja, se não dão também não hão-de receber. Mas este não é o meu caso. No meu caso, não costumo dizer nada. A não ser que basta quando de facto já basta.

 

Devo dizer que, no entanto, sou mais ou menos autossuficiente. Preciso de muito pouco que não consiga pelos meus próprios meios. Por outro lado, dispenso as mais das vezes os ouvidos alheios. Mas irritam-me os pedinchões por vocação. Porque estes não se lembram que têm que se lembrar dos outros. Ou seja, mesmo que não precise de muita coisa, gosto de saber que há disponibilidade para ser generoso comigo. Uma ou outra delicadeza cai-me bem, quero dizer. Não interessa, portanto, o que me dão. Importa-me mais que se importem comigo. Que haja a abertura para dar. Ainda que seja nada de especial.

 

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