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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O BOM, O MAU E O INTERSETADO


Cat2007

04.04.18

Resultado de imagem para meia noite no jardim do bem e do mal

 

Creio que se um copo está meio, não está cheio nem vazio, está meio. O que demais se diga refere-se a projeções. É certo que, quem vai com o copo a meio, pode achar que a bebida está a acabar ou, em sentido oposto, que ainda lhe falta muito para beber. No entanto, as coisas não são assim. As coisas são de tal modo que a verdade é que há meio copo para beber ou, se quisermos porque é a mesma coisa, há meio copo já bebido.  

 

Portanto, a atitude psicológica pode alterar os factos. Quer dizer, as coisas não são como são mas são aquilo que nós pensamos delas. E isto vale tanto para as coisas como para as pessoas.

 

Na verdade, quanto às pessoas nós não conhecemos a maior parte daquelas com quem nos damos. No entanto, temos uma ideia quase sempre muito bem formada sobre aquilo que elas são, embora, com toda a honestidade, não sejam. Ou seja, como as coisas, as pessoas não são aquilo que são mas são aquilo que nós pensamos delas.

 

Dito isto, importa saber se gostamos das coisas e das pessoas. Como disse, tudo dependerá do tipo de projeções que fazemos. Mais propriamente da nossa atitude psicológica. No fundo, daquilo que nos interessa ver e que se encontra quase sempre condicionado pelos nossos próprios interesses (desejos incluídos, como é evidente). E isto não significa que sejamos interesseiros. Creio que a coisa é muito mais condicionada pelos instintos do que outra coisa.

 

Mas a questão do copo tem a ver diretamente “com o ser positivo”. Portanto, com a ideia de ver “o lado bom das coisas”. Enfim, tudo coisas que eu não percebo. Por exemplo, a minha mãe morreu de cancro. Quando ainda não tinha morrido, via-se-lhe na cara a doença a batê-la aos pontos. Mas no dia em que morreu tinha realmente uma expressão vitoriosa. E eu, perante o facto, pensei: “venceu a doença, afinal”. E agora pergunto se este meu pensamento daquele momento preciso diz de mim que sou uma pessoa positiva.

 

Olhamos para as coisas pelo lado melhor que elas possam ter para sentirmos algum alívio quando sofremos ou para andarmos mais alegres quando não estamos tristes. Mas, como as pessoas, as coisas são o que são. Boas, más ou intersetadas, independentemente da nossa atitude psicológica perante elas.

 

Tenho para mim que não vale a pena fazer filmes, valendo apenas a pena fazer um esforço para tratar com a vida como ela é e saborear a vida como ela também é, tendo em vista ser feliz. Assim, sou positivista e não positiva, pois. 

 

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