CAFÉ EXPRESSO

Dezembro 14 2017

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“Se fizeres maldades, Nosso Senhor castiga-te”. Assim, sendo, Nosso Senhor é um castigador. Isto é o que melhor recordo acerca do que me foi dito nas missas e a propósito das missas sobre o caráter de Deus. E o certo é que, efetivamente, quando fazia asneiras sérias, apanhava dos meus pais. Era castigada por Deus, portanto.

 

E, apesar de também ouvir falar da “infinita bondade divina”, não me lembro de me terem dado muitos exemplos da mesma. A este propósito, tanto quanto sabia, havia milagres Divinos. Coisa que se podia comprovar através dos filmes que passavam na televisão sobretudo nas épocas do Natal e da Páscoa. Será, pois, possível, a quem tiver uma fé designadamente tremenda (eu diria mesmo não humana) e, por consequência, profundamente misteriosa, andar sobre as águas ou multiplicar pães, por exemplo. Por mim, como conhecia as padarias e acreditava que haveria de aprender a nadar muito bem, compreendia mal para que me haviam de servir os milagres divinos.

 

Certa vez fui abordada por um casal de senhoras tipicamente maçadoras por serem Testemunhas de Jeová. Naquele dia estava com tempo. Aconteceu. Encontrava-me sentada num banco de jardim da Conde Valbom. Deixei-as falar. Depois deram-me a palavra. Para ver se eu estava convencida. Expliquei que era católica e que não podia mudar de religião. Por nada de especial mas apenas porque o que mudava era o culto. Práticas diferentes. De resto, tudo igual na sua essência. Concretizei que Deus é Deus. Sempre o mesmo. As formas e as fórmulas de mostrar adoração é que se alteram. De resto, também não percebia para que queria Deus ser adorado, a não ser que fosse por questões de Ego Divino. Já por isso não punha os pés na minha igreja de nascença.

 

Acredito em Deus porque sinto que está. Por aí. Mas não creio no Deus cultivado de que estive a falar. Além de tudo o mais, sempre me enervou imensamente estar no meio de um bando de “ovelhas” reunido ao domingo para entoar em uníssono cânticos deprimentes.

 

publicado por Cat2007 às 16:07
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"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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