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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

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PAREDÕES BRANCOS


Cat2007

17.05.21

Just as she is: Paredes brancas

 

Sempre tive medo daqueles elevadores que passam por grandes paredões porque fantasio que, se o aparelho parar, nunca mais saio lá de dentro. Como sair? Não há porta. É preciso ir puxar as roldanas ou lá o que é do elevador para o tirar do sítio. Tenho impressão que isso demora uma eternidade. Entretanto, fico com falta de ar e morro. Quando era pequena brinquei umas vezes dentro de um elevador assim. Um grande paredão branco a passar. Meti-me lá dentro sozinha. E andava para cima e para baixo. Era tão pequena, que mal chegava aos botões. Entretanto, apanharam-me nesta atividade e levei uma repreensão. Podia ter-me acontecido algo. Como não compreendi que poderia ser entalar uma mão ou coisa parecida, conclui que o pior que podia acontecer seria o elevador parar e eu ficar para ali esquecida para sempre. Nunca mais me meti naquele específico elevador. Desde então, detesto paredes brancas muito altas atrás das portas. É que as portas ficam inutilizadas no seu sentido útil se a parede não se afastar. E normalmente, as paredes não se afastam, embora não saiba se existem, para além das que estão à frente das portas dos elevadores. Então, sendo assim, as paredes brancas correm à frente das portas dos elevadores que, se não pararem, nos levam à porta de fora, que se, abrir, dá-nos um novo cenário. Enfim. Na vida, o elevador pode parar a meio da parede branca. E uma pessoa pode ter o tal ataque de falta de ar e até morrer. Porém, não é assim que as coisas se passam. Ou seja, as pessoas não costumam morrer dentro de elevadores. A menos que se incendeiem ou caiam nos buracos próprios. Na vida fora da minha fantasia da morte por asfixia, acontece o que disse. Chamam os homens que arranjam elevadores e eles vão lá acima mexer nos mecanismos. De maneira que o elevador acaba por chegar até uma porta qualquer. Claro que é sofrimento aquele sentimento que acompanha tal processo. E depois há o cenário que se abre. Não sabemos exatamente como será. Pelo menos é assim quando entramos em edifícios desconhecidos.

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