CAFÉ EXPRESSO

Maio 28 2018

 

Resultado de imagem para hospedeira de bordo

 

Naturalmente, também me fizeram essa pergunta. O que queria ser quando fosse grande. Nunca soube responder, pelo que menti sempre da série de vezes que me perguntaram. Menti porque, na altura, enquanto criança, não gostava nada de desapontar as pessoas adultas que não desejavam ficar sem resposta ou que queriam uma resposta adequada. Assim, sem fazer grande ideia do que se tratava, talvez tenha dito que queria ser hospedeira ou enfermeira, como respondiam as meninas da minha idade que brincavam com bonecas (o que não me sucedia).

 

É de anotar que a pergunta não era sobre o que gostaríamos de fazer em crescidos mas sobre o que queríamos ser. Portanto, a questão não incidia sobre o aspeto da realização pessoal mas ia no sentido de averiguar da potencial capacidade de entrosamento social da criança.  

 

Conclui-se assim que ninguém que saber do que cada um gosta. Seja em que área da vida for. O que preocupa as pessoas é saber se não há dissidentes à vista.

 

publicado por Cat2007 às 17:24
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Janeiro 24 2014

 

 

Dirigia-me para o trabalho depois de almoço. Ia sozinha e as pernas pesavam-me. Vi uma rapariga que, imaginei, poderia estar desempregada. Senti inveja dela. Se ela fosse desempregada. E vivesse nesse abismo. Agora tenho inveja de pessoas que vivem no abismo. O que é quase pecado. Mas é assim.

 

São muitas horas a fazer o que não queria muito. Em tempos disseram-me que fazia bem qualquer coisa. Qualquer coisa não. Mas muita coisa sim. Parece-me. Assim, faço bem o que não queria muito. E não faço muito daquilo que gosto. Porque são muitas horas a fazer o que não queria muito. Repito. Depois falta o impulso. Porque se metem travões ao envolvimento no que dá prazer. Por causa da falta de tempo livre.

 

Tempo livre é tempo de liberdade. Não é o tempo em que não se está a trabalhar. Por causa do stress, uma pessoa não se liberta do trabalho no tempo que tem livre para não trabalhar. Por isso é que, por exemplo, fazer férias repartidas é tão violento. Violento na volta.  Ou os domingos são como são. Claro que falo por mim. Não sei se a generalidade das pessoas sente estas mesmas coisas. E como não sei, não generalizo.

 

Reli agora o que escrevi para trás e fiquei suspensa na ideia de que aquelas palavras dão ideia de que existe uma situação enrolada como a pescadinha ou tão desesperante como uma rotunda sem saídas. A verdade é que uma pescadinha de rabo na boca costuma ser logo degolada e endireita-se e não existem rotundas sem saídas se as mesmas tiverem entradas.  Ou seja, as saídas são pelas entradas. E vice-versa.

 

publicado por Cat2007 às 17:19
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"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"
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