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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

E HÁ TANTO CAMPO EM MIM!


Cat2007

25.07.22

 

 

Creio que ser do hipocampo significa pertencer às memórias. Às suas próprias memórias. E às memórias de quase toda a gente. Incluindo as memórias recentes. Dela e nossas.

No outro dia vinha no carro e apareceu esta música incontornavelmente feliz. Onde, de repente, impõe-se ali o verso “e há tanto campo em mim” a seguir ao hipocampo. E, de repente, aconteceu-me começar a cantar também. E a rir. E a bater com as mãos. Eu, que até estou numa fase em que ando um bocado chateada. Não me imaginaria a cantar na voz da Lena D’Água. Na voz de ninguém. Não me imaginaria a cantar. Ponto. Porque, como disse, ando chateada.

Só que hoje estou muito menos chateada do que estava naquele dia. É que, desde esse dia, ouço todos os dias o “Hipocampo” e sinto mesmo que “há tanto campo em mim!”. É tão bom ir buscar de onde somos, o que vivemos, o que fizemos e perceber que ainda temos em nós tanto para fazer e para dar. Há tanto campo em nós!

Depois, vamos ver. Como era ela no passado. Passamos vídeos e músicas por nós. Era linda! Pois. Mas muito mais do que isso, era um talento. Uma voz. Uma grande artista. Que um dia desapareceu. Escondeu-se. Fartou-se ou não aguentou mais tudo. Sabe-se que sofreu muito. Creio que todos, os que pensámos nisto, acreditámos que se tinha perdido dentro de uma casinha modesta que ficava depois, muito depois, do Campo Grande. Ali a meia hora de Lisboa num local onde ninguém compreende como chegar. A não ser os seus gatinhos. E também os cães.

Esteve por lá anos e anos. Demasiados para quem tem de criar e dar. Para quem tem um dom. É verdade que muitas pessoas extremamente dotadas fazem isto. Aguentam dentro de si tudo o que têm mesmo de dar. Entram neste processo contranatura. E evidentemente sofrem muito assim. A achar que podem resumir a própria existência a si mesmas.

Só que não podem. Pelo menos, a Lena D’Água não foi capaz. E voltou a falhar num projeto. Para voltar a vencer na vida. Aqui está de novo. É do hipocampo e tem tanto campo em si! Que bom encontrá-la assim bonita e talentosa como sempre. Que bom que ela está aí para nos ajudar a acreditar que há sempre tanto campo em nós.

Obrigada, Helena!

 

TENTAÇÕES


Cat2007

14.10.21

O que você precisa saber sobre a tentação

 

Venho aqui  escrever sobre a minha relação com a tentação. Com as diversas tentações. “Não cairás em tentação”. Ouvia-se isto na missa dominical. Ainda deve ouvir-se. Apenas, eu não sei. Porque nunca mais lá fui. À missa. Há também aquela passagem da Bíblia referente aos longos dias que Jesus passou no deserto a ser tentado pelo Diabo. Nunca cedeu. Ganhou o Céu. Pois parece, então, que é, pelo menos, positivo não cair em tentação.

Eu, por outro lado, caio sempre em tentações. Voluntariamente. Por princípio. Nem que seja Just for a thrill. Talvez acabe a vender a alma ao Diabo por causa disto.

A minha questão é perceber quem é o Diabo nestes termos. O Diabo há de ser o mal. Assim, é melhor não seguir o mal. Ou seja, as coisas que nos fazem mal. É melhor não as experimentar. Evidentemente, é melhor não tomar drogas. E traficar. É também aconselhável não dar entrada num gangue de ladrões de automóveis ou de outros bens. É fundamental não matar pessoas.

Enfim, importa não andar para aí a fazer mal a sério aos outros e a nós próprios. E, como se demonstra, há planos em que é fácil perceber onde está o mal, não se sabendo se é o próprio Diabo. Eventualmente, o Diabo-entidade não existirá. O que poderá existir são infernos onde as pessoas se deixam conduzir aqui na Terra. Como os que referi a título de exemplo.

Mas e de quando não é assim tão simples ver onde está o mal? Há coisas que só mesmo abrindo para ver o que está lá dentro. Porém, eu gosto de surpresas. E de quando vislumbramos que dada situação tentadora se anuncia concomitantemente como boa e má? Pessoalmente, vejo as tentações como possibilidades. Oportunidades. De viver. De mudar o rumo. Ou o espírito. Porque, se é mesmo nova a experiência, havemos de sentir novidades. O que, em última análise, é capaz de ser bom.

Esclarecendo, tudo isto veio a propósito de existir a possibilidade de vir a assumir responsabilidades em relação às quais não tenho todas as competências técnicas exigíveis. De facto, estou agora sem saber o que fazer, embora bem saiba que, chegado o momento, a minha resposta será sim.

 

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