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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

GRATIDÃO


Cat2007

26.12.21

Depois do Natal - João Donato (letra da música) - Cifra Club

 

Hoje é dia 26. De dezembro. O que significa que passou o Natal. Toda a gente recebeu e enviou as suas mensagens de Boas Festas. Através do telemóvel, do Facebook e/ou de outras redes sociais (RS). Por isso, malgrado não ter deixado nenhuma mensagem festiva nas RS, dei cumprimento pelo telemóvel.

Propositadamente, não vim aqui escrever nada sobre a quadra. Porque considerei que poderia ser excessivo partilhar um bonito conto de Natal, um poema cheio de profundidade, citar com propósito um grande autor ou, mesmo, o Papa. Excessivo porque há muito quem o tenha feito. E pode ser que estejamos já todos fartos.

Mas não sou daquelas pessoas que não gosta do Natal por causa do consumismo ou porque entende que a festa só faz sentido para as crianças, entre outros motivos.

Ao contrário, eu gosto do Natal porque gosto das minhas pessoas e posso passar mais um bocado de qualidade com elas. Afeto, alegria e tranquilidade. É o que espero do Natal e é o que o Natal me te proporcionado. De maneira que me sinto grata.

 

TESTAR NEGATIVO


Cat2007

28.10.20

Curry Cabral vai monitorizar à distância doentes a recuperar em casa –  Observador

 

Fiz o teste ao SARS CoV-2. Deu negativo. Sucede que agora estou muito mais preocupada do que estava antes. Também porque me descreveram como é estar doente de COVID – 19. Uma pessoa pode morrer. O meu irmão esteve internado no Curry Cabral. Débito de oxigénio e, por via disso, coração a bater fraco. Foram vários dias assim. Agora já saiu. E está todo “queimado” da cabeça. Disse-me que foi muito bem tratado. Que aquelas pessoas que ali estão (médicos, enfermeiros e auxiliares) mereciam ganhar o triplo. Não lhe faltaram com nada. Cuidados de atenção permanente e mesmo até ternura. O meu irmão é novo. Alto. Forte. Mas ia morrendo. Agora está traumatizado. Sente ansiedade. Sobretudo quando sai à rua. Embora tenha estado num quarto de isolamento, não chegou (por muito pouco) a dar entrada nos cuidados intensivos para lhe aplicarem o famigerado ventilador. Disse-me que todos os dias olhava para a porta do quarto. Todas as manhãs. A pensar “é hoje que vou para lá”. Tentava comer devagar e pouco porque tinha medo de sufocar. Também dormia com uma garrafa de água junto ao corpo. Era para beber quando se sentia mais ansioso. Não sei bem porquê. Foi possível falar com ele todos os dias pelo telemóvel. Mas não se percebia muito bem o que dizia por causa do estado frágil e da máscara de oxigénio. Liguei regularmente para os médicos e enfermeiros que o assistiam. Espantei-me com a facilidade em obter ligação e também, sobretudo, com a capacidade que aquelas pessoas tinham de ser atenciosas e esclarecedoras. Não é comum. No entanto, talvez seja se estamos num contexto destes. Mesmo assim, não cheguei a perceber plenamente a gravidade da situação dele. Só sei que um dia desatei a chorar desesperadamente. O meu irmão sentiu na pele que, pelo menos na área da doença COVID-19, o SNS está a funcionar.

 

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