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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

NÃO É NÃO


Cat2007

23.11.18

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As pessoas felizes, alegres ou apenas bem-dispostas que vamos encontrando contribuem para a nossa felicidade alegria ou apenas boa disposição. É por isso que, aspirando à felicidade, alegria ou apenas à boa disposição, um dos meus propósitos na vida é ser capaz de dar o meu contributo, de acordo com os contributos que posso dar em função dos meus próprios princípios morais e éticos, para a felicidade, ou pelo menos, para a satisfação, ainda que momentânea, das pessoas com quem me vou cruzando.

 

Assim, é natural que goste de ajudar se me pedem ajuda. E, portanto, sempre que um pedido me é dirigido, emprego os meus esforços e vejo o que posso fazer para dizer que SIM (ou para contribuir para que o SIM venha de onde tem que vir).

 

Dito isto, é fácil de compreender que não me é fácil dizer NÃO. Tento tudo para não dizer NÃO. Por isso, quando digo NÃO é mesmo NÃO. Pelo que disse: emprego os meus esforços e vejo o que posso fazer para dizer SIM. E assim, se não cheguei ao SIM, é porque só podia ser NÃO.

 

O PROBLEMA DA FRUSTRAÇÃO


Cat2007

24.05.18

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Em princípio, podemos falhar num determinado projeto (seja ele de que natureza for) se não possuirmos designadamente a paixão, as competências, as habilidades e a inteligência necessárias para o levar a bom termo.

 

No entanto, também é verdade que embora tenha tudo no sítio, a mesma pessoa pode não suceder no mesmo projeto. Ele há, de facto, fatores externos. Ou melhor, há sempre fatores externos. Pode parecer ou, mesmo, ser um lugar-comum, porém, e uma vez que está aqui implícito o problema da frustração, o que verdadeiramente importa para a evitar é dar tudo o que é possível em cada jornada porque é verdade que nem tudo depende de nós e também é certo que a vida não é justa.

 

Há muitas pessoas que têm medo dos desafios. Porque, se não forem bem-sucedidas, revela-se (interna e externamente) que não são suficientemente boas. E, com efeito, a questão dessas pessoas é sempre esta. A existência de uma possibilidade (ou mais) de não serem suficientemente boas em áreas integradas nos seus contextos. Porque, por um lado, temem que tenham pena e que, por causa disso, as desconsiderem e, por outro, porque têm medo do seu próprio sentido de autocritica nem sempre bem ajustado.

 

Também há pessoas que nunca desejam sobressair. São low profile. Ou seja, esforçam-se sempre para aparentar uma presença discreta onde quer que vão ou estejam. Já por isso são sóbrias na indumentária, não falam muito e evitam a todo o transe meter-se nos assuntos que dizem respeito aos outros, entre outros comportamentos de baixo perfil que vão adotando.

 

É verdade que ser um flop ou ser um êxito constituem as duas faces da mesma moeda no que às relações sociais diz respeito. A generalidade das pessoas não gosta de um e de outro perfil. E fazem tanto mal aos desvalidos como aos bem-sucedidos. As formas e as fórmulas é que são diferentes.

 

Enfim, tudo isto parece um elogio à mediania. O que faz todo o sentido.   

 

A PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES


Cat2007

24.04.18

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É muito comum dizermos que “todos temos os nossos problemas”. O que é verdade. Não obstante, tenho impressão que um problema existe ou não dependendo da perspetiva. A maior parte das vezes, o que temos é dificuldades ou desafios. Problemas, problemas são designadamente os graves de saúde, a perda de pessoas que nos são muito queridas ou aquelas questões do nível básico da pirâmide das necessidades de Maslow.

 

É por isso que não tenho paciência nenhuma para pessoas infelizes porque frustradas. 

 

O ETERNO FEMININO


Cat2007

28.04.17

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Vou contar uma pequena estória que serve apenas para dizer o seguinte: há recalcamentos que nos tomam porque em estado infantil não compreendemos a frustração que se apodera de grande parte dos adultos e que, por consequência, marca negativamente as relações sociais dos vários tipos.

 

Quando era pequena cometi, entre muitas, duas pequeninas asneiras que gostaria agora de salientar. A primeira foi atirar com uma lata de lama para cima do vestido imaculadamente branco de uma menina que estava para ali ao pé de mim. A segunda foi ter levado uns bonecos em PVC dos desenhos animados de aventuras da casa de outra menina para a minha.

 

É de salientar que ambas as meninas não gostavam de andar de calças ou de calções e que tinham como preferência para as brincadeiras os tachos e as panelas em miniatura, bem como as bonecas.

 

Ora, começando pelas bonecas, estas, dada a rigidez, sempre me pareceram representações de pessoas acabadas de morrer (e que, portanto, ainda têm cores no rosto e nas vestes), sendo certo que os tachos e as panelas pequeninos em plástico apareciam-me também como verdadeiras inutilidades porque, afinal, nem sequer dava para estrelar um ovo a sério.

 

O que eu gostava realmente era de jogar à bola e subir árvores, entre outras atividades similares. E, na televisão, fixava-me em reproduções onde estivesse presente a aventura, o humor ou a pancadaria (v.g. os looney tunes).

 

A verdade é que, à vez, de acordo com o tempo de cada acontecimento, as mães das meninas “minhas“ vítimas, foram falar com a minha mãe, para, pensei eu, vitimizar ainda mais as ditas. Usaram, pois, discursos semihistéricos, cujo objetivo principal parecia ser, na verdade, diabolizar-me. Com efeito, quer uma quer outra aproveitaram os pretextos que as levaram ali para criticar quase tudo o que eu fazia.

 

O facto é que a minha mãe adotou uma atitude complacente perante estas mulheres, maneando a cabeça em sinal de assentimento ao que elas iam dizendo, procurando assim evitar conflitos inúteis. E tudo porque a mãe bem sabia que as críticas iam direitinhas para ela. Porque, enfim, a culpa é sempre da mãe.

 

O que realmente lhe estavam a dizer aquelas duas, percebo eu hoje, é que as mulheres, especialmente as mães, não deviam trabalhar fora de casa porque o seu papel na sociedade se esgota nas atenções da mais diversas espécies que têm que votar aos maridos e aos filhos. Uma mulher trabalhadora é uma mãe desleixada. Ponto final.

 

Estiveram, portanto, a chamar desleixada à minha mãe através de mim. No entanto, quando cada mulher saiu no seu dia de lá entrar, das duas vezes, a mãe fechou a porta e sorriu-me imediatamente. E, no que toca aos bonecos, disse-me ainda que eram muito giros, pelo que me compreendia.

 

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