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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

O SENTIDO DA VIDA


Cat2007

18.10.19

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É como se eu fosse de um material maleável e me moldasse e a forma com que ficasse determinasse o modo como passei a mover-me hoje. Claro que isto é assim com toda a gente. De qualquer maneira, muitas vezes digo,  principalmente para mim mesma, que houve vivências que eram bem escusadas. Por, de algum modo somente aparente, terem sido inúteis e apenas más embora saiba bem que não podia ser assim. É que, senão, já não gostava de mim da maneira como gosto agora. Que é diferente de outras de determinados passados. Mas, enfim, uma pessoa tem de mudar, sendo certo que, em algumas circunstâncias, poderá ter, e tem, que mudar a mal. Embora tal também se passe a bem. Seja como for, a mudança pessoal, interior, é o que dá o sentido à vida, uma vez que nos mantém em movimento. Ou seja, a viver, uma vez que o sentido da vida é viver.

VONTADE DE MUDAR


Cat2007

11.01.19

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Apetecia-me parar um bocado em relação ao que faço. E descansar muitíssimo, fazendo muito de alguma coisa completamente diferente.

 

 

VONTADE DE MUDAR


Cat2007

22.10.18

 

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Tenho vontade de mudar. Nada de estrutural. Não é preciso. Entendo que não ando a fazer nada mal feito que me possa trazer desagradáveis consequências. Mas apetece-me mudar. Alguns comportamentos. Aqueles entediados. Os não-atos. Aquelas coisas do “não me apetece” ou, ainda mais, do “não vale a pena”.  Na verdade, a vida está aqui para ser experienciada. Embora, claro está, sem muitos cansaços provocados pelo excesso de energia aplicada em coisas que se vê logo que não interessam ou que, por experiência, sabemos que são perfeitamente dispensáveis. No mais, repito, tenho vontade de mudar. E, em princípio, é o que farei.

 

MUDAR TUDO


Cat2007

11.11.16

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A propósito de mudança ou de imutabilidade, há quem fale em traves mestras da personalidade. Como se fossem pilares indestrutíveis ou imutáveis do espirito. Na verdade são apenas aspetos sublinhados da personalidade. Que podem não mudar durante muito tempo e por isso sustentarem a maneira de ser. Mas se for mesmo preciso também eles mudam. É uma questão de sobrevivência. Porque, aliás, quem não muda, não se adapta e quem não se adapta morre. 

 

Para as pessoas em geral, mudar só é bom quando é mesmo óbvio que fará bem. De resto, não é grande coisa. Pelo menos em prespetiva. Com exceção da doença muito grave, acredito que todas as mudanças trazem coisas boas. Mas isso só se vê depois. Quando for feito o balanço de perdas e ganhos. Antes de mudar seja o que for ou seja para o que for que não seja obviamente bom, o que existe é desconfiança.

 

É que há todo um mundo particular cheio de coisas conhecidas. Não interessa se algumas são menos más e outras são menos boas. O que importa é que já sabe mexer com elas. Que estamos adaptados a elas. Há rotinas. Não é confortável mudar rotinas. As rotinas são trilhos que marcam um caminho orientado. As pessoas não gostam de perder o trilho. Porque se desorientam. E mesmo que não se desorientem têm medo de se desorientar.

 

A verdade é que na vida tudo se altera constantemente. Lenta ou bruscamente. De forma visível, ou não. E que não há outro remédio senão mudar. A sensibilidade, os padrões, as conversas, as ruas, os carros, a escova de dentes e o pijama.

 

AZUL - Cap XXXI


Cat2007

26.09.16

Passou o Natal e chegou janeiro. Joana regressou do Porto e Madalena de Bragança. Teresa e Clara emergiam também do recolhimento familiar em que tinham estado toda a semana passada e onde foram felizes como sempre na Alameda. Porque estavam sem elas e uma com a outra. Como outrora. A paixão e a mentira colaboram. Por vezes colaboram. E quando assim é as almas andam pesadas, os espíritos confundidos e os corpos ficam demasiado doridos e indolentes. Em janeiro é costume ter esperança de que alguma coisa vá acontecer. De que algo vá mudar para melhor. É sempre assim no começo de um novo ano. Joana compreendia bem que não poderiam viver assim. A fazer amor às tardes e a viver apenas de angústias antes e depois. Teresa reconhecia que não poderiam continuar só a fazer amor. Clara desejava que a mãe a compreendesse e aceitasse. Madalena ansiava pelo dia em que lhe fosse permitido desligar-se de Teresa.

Os reencontros sucederam como o que se aguardava. Embora mais furiosos ainda. Por causa dos afastamentos. As peles rolaram. E rodaram. E colaram. Por fim, as bocas sacrificadas afastaram-se só para respirar um bocadinho e deixar entrar a saudade.

Joana: Até amanhã, amor.

Clara: Até amanhã, meu amor

Madalena: Adeus, querida.

Teresa: Adeus, amor.

E os dias foram passando assim repetidos mas cheios de coisas novas. Como sempre. Tal qual tinha sucedido no ano velho. Costuma ser assim no ano novo. O tempo passa sem que se produzam grandes alterações nas vidas. A menos que se tomem decisões muito sérias.

Teresa: Amanhã é sábado. Quero ir passear contigo amanhã pela tarde. Vamos a Sintra.

Madalena: Vamos a Sintra fazer o quê?

Teresa: Passear de carro. Nunca fomos passear juntas. Tu só queres estar aqui.

Madalena: Sabes bem que eu estou aflita com a tese. E…

Madalena não queria outra vida com Teresa. Basicamente aterrorizava-se com a ideia de serem namoradas.

Teresa: Madalena, não me dês desculpas. Em vez de irmos para a cama amanhã à tarde vamos passear a Sintra.

Madalena: Mas eu prefiro ficar a fazer-te. Não me canso e sinto sempre falta. Tu não? Tu sim. Eu sei que sim. Tu também preferes ficar na cama comigo em vez de ir agora para Sintra.

Teresa: Não.

Madalena: Não? Estou a errar as fórmulas químicas, já vejo.

Teresa: Não. Quero mesmo falar contigo.

Madalena: Então, querias passear e afinal é para termos uma conversa? É assunto sério?

Teresa: Não te armes em parva. Chegou o momento de falarmos sobre nós em termos diferentes do que temos feito. Sem a sombra do passado.

Madalena: O passado está vivo.

Teresa: Não é para discutir esse assunto hoje. É amanhã. Quando formos a Sintra.

Madalena: Vai ser uma conversa igual a mil que já tivemos.

Teresa: Veremos.

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