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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

A ARCA PERDIDA


Cat2007

05.03.21

São estes os melhores restaurantes de praia perto de Lisboa

 

Cada vez é mais difícil vir aqui escrever. Porque o mundo, que está como está, não deixa por isso. Uma pessoa não é suficiente. Uma pessoa realiza-se no mundo, transformando-se pela aprendizagem de novidades que vêm com as experiências que vai vivendo, um em cada todos os dias, e partilha. Ler livros, ver filmes e ouvir outras músicas não é suficiente. Aliás, cada vez mais, parece que estes produtos já não são do mundo de cá, mas que provêm do interior de uma grande arca perdida. Tal é a distância entre a vida de que falam e este nosso designado “novo normal”.  Eu, que estou a ouvir o sambinha feito de uma nota só, uma peça muito popular da verdadeira música clássica brasileira, sou apanhada pelos respetivos ritmos tropicais, que cheiram ao sol de uma esplanada cheia de gente bronzeada a rir desmascarada, a qual pode ficar ali mesmo na praia do Meco, caso não desse jeito ir ao Brasil para a coisa ser ainda mais intensa. E é isto que temos, a saudade.

Assim, do que fica escrito comprova-se a minha incapacidade de dizer alguma coisa de novo, como de resto comçei por declarar.

 

SAUDADES DE LISBOA


Cat2007

01.02.21

10 sítios imperdíveis em Alfama - Lisboa Secreta

 

Tenho saudades de Lisboa. Ontem fui ao supermercado e usei duas máscaras. Tenho saudade de ir dar passeios na praia debaixo do sol de inverno. Apetece-me ir a uma casa de fados, lugar onde nunca fui. Gostava de ir ver o Sporting-Benfica de hoje, sendo que seria a primeira vez que entraria no Estádio de Alvalade (Alvalade XXI). Até tenho saudades de me sentar no meio da confusão da Brasileira do Chiado, ao pé de Fernando Pessoa. Tenho, aliás, vontade de viver Fernando Pessoa no “Livro do Desassossego”. Gostava que os Santos Populares fossem já no próximo fim-de-semana para ser insuportavelmente empurrada e pisada no meio daquela multidão. Quero conhecer mais gente, eu que sou reservada e recatada. Penso nas filas de ambulâncias à porta dos hospitais e tenho esperança de que tudo passe, embora não seja um sonho. Gostava que não morresse mais ninguém, por favor, o que claramente não vai acontecer. Quero subir e descer a Sé até não aguentar mais das pernas. Ficar cega pela luz do sol refletida sobre o Tejo e nos telhados dos prédios. Era bom andar de barco a ouvir o “Fado Falado”.  

 

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