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CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

CAFÉ EXPRESSO

"A minha frase favorita é a minha quando me sai bem"

UMA RELAÇÃO DE VIVER


Cat2007

17.12.20

O que significa sonhar com nó? | Personare

 

A certa altura da vida estava numa relação de viver. E tinha um pequeno cão. Este cão foi comigo para lá. Antes, podia dormir na cama e estar nos sofás. Depois, foi relegado para uma cama própria para cães. Não me lembro bem dos argumentos. Recordo melhor os gritos. E foi para não ouvir gritos que acedi. Claro que, quando eu e o cão  estávamos sozinhos em casa, ele saltava para a cama e subia para o sofá. E assim passávamos horas até serem horas de a outra pessoa voltar. Chegada essa altura, eu depositava o cão na cama de cão, que deixava aos meus pés junto ao sofá. No entanto, a pessoa chegava e afastava a cama e o cão para longe de mim. Costumava revoltar-me com isto e ia buscar a cama do cão para ao pé de mim. E lá vinham de novo gritos. Por isso, às vezes, deixava o cão ficar lá onde fora posto. Acabei por deixar o cão mais vezes em casa da minha mãe onde era realmente feliz. E foi uma luz que se fundiu dentro de mim.

Mais tarde, estava em outra relação de viver. E um dos meus irmãos apareceu-me lá em casa doente. Vivia sozinho. Naturalmente, acolhi-o, deitei-o, mediquei-o. Porém, andava eu da cá para lá a tratar destas coisas, quando a pessoa me abordou na cozinha para me dizer que não o queria lá em casa. Porquê? Não me lembro dos argumentos. Só dos gritos. O meu irmão apercebeu-se e foi-se embora. Até hoje estou arrependida de não ter saído com ele naquele preciso momento.

De resto, a minha amiga de toda a vida nunca agradou a ninguém.

E no fim veio o verbo sufocar.  

 

CONVERSAS DE CIRCUNSTÂNCIA


Cat2007

07.09.17

 

Resultado de imagem para conversas de circunstancia

 

Tenho imensas dificuldades em fazer conversa. É que, em princípio, não sei o que dizer. Porque o que, na verdade, me apetece é estar calada a observar.

 

Era bom que me deixassem observar. Mas não. As pessoas não gostam de ser observadas. E talvez também não tenham vontade de observar. Por isso falam e falam. Quase sempre sobre coisas desinteressantes. O que acentua o meu esforço. E define o nível de interesse que cada um tem pelos demais.

 

Dantes eu tinha terror dos silêncios nestas circunstâncias. Por isso enchia-me de uma espécie de energia de reserva para falar e falar. Era capaz de agendar instantaneamente na minha cabeça um número razoável de assuntos para “puxar” de acordo com o tempo que a coisa deveria durar. E assim, na maior parte do tempo, quem falava era eu. Chegava a ser chata. E saia esgotada.

 

Agora não quero saber. Mantenho os assuntos enquanto os assuntos me mantêm a imaginação a funcionar. Ainda que em esforço. Na mesma. Mas depois até me posso calar e deixar emergir um silêncio. Paciência. Não sou só eu a ficar afetada, imagino.

 

No entanto, noto que assim as pessoas me dão muito menos atenção.

 

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